 | Terceiro álbum da banda, o primeiro com sua formação clássica com Annie Haslam. Bem, pra quem não conhece Annie (para os íntimos) é um colosso nos vocais, belíssima voz de soprano, alcance incomparável. Este "Prologue" faz jus ao nome, é um prólogo do que a banda faria a seguir. Na minha modesta opinião, esse álbum, apesar de ser o começo, não deve nada ao que veio depois. Até por suas ligeiras diferenças com os trabalhos posteriores, merece audição cuidadosa e de coração aberto. Em termos de formação, cabe ressaltar que neste primeiro álbum, ao contrário dos posteriores, há a presença da guitarra elétrica, tocada por Rob Hendry. Em termos de composição, apenas uma canção, Kiev, tem aquele estilo sinfônico com o acréscimo de passagens de composições eruditas que marcou a banda. A faixa que abre o disco é a instrumental Prologue, com algumas vocalizações. Segue Kiev, com uma bela e triste letra que fala sobre solidão. Esta faixa é interpretada pelo baixista Jon Camp, que também tem uma bela voz. Também no disco Spare Some Love, uma faixa pop, mas com um belo trabalho de guitarra, e uma letra no estilo hippie com um refrão cativante. Destaques para Sounds of the Sea e Bound for Infinity, duas peças lentas onde sobressai o belíssimo piano de John Tout - um virtuose que, ao contrário dos famosos Wakeman ou Emerson, prefere o piano clássico. Fecha o disco Rajah Khan, uma peça "indiana" com ótimas passagens de sintetizador e guitarra elétrica. Desnecessário dizer que as interpretações de Annie são impecáveis por todo o disco. By Bruno. . .
| Renaissance – Prologue – 1972 – [Inglaterra] NEW